Meu sonho...

Um pouco de minhas emoções, esperanças, tristezas e alegrias...

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Os Caboclos Boiadeiros na Umbanda.


Os Caboclos Boiadeiros

Muito temos escutado e lido a respeito dos espíritos que na Umbanda se manifestam na irradiação (Linha) dos Boiadeiros, mas o que realmente os compete fazer dentro da religião de Umbanda?
Os Boiadeiros são espíritos de pessoas que, normalmente, em alguma encarnação trabalharam com o gado, em fazendas pôr todo o Brasil, e por isso guardam afinidades com estas atividades campestres. Estas entidades trabalham da mesma forma que os Caboclos Índios nas Giras de Umbanda (sessões de incorporação).
Têm como papel fundamental participar nos grupos que recolhem espíritos sofredores que geram transtornos espirituais em suas vítimas do plano espiritual ou resgatar espíritos em sofrimentos prontos para este resgate para o aprisco de Cristo Jesus.
Seus laços formam campos de força que contém as energias com as quais trabalham nessa busca espiritual dos sofridos e os prendem dentro deste campo, possibilitando assim o resgate dos mesmos, para que possam de acordo com a sua necessidade serem reconduzidos a sua evolução natural dentro da Lei e da Justiça Divina.
Usam de canções antigas, que expressam o trabalho com o gado e a vida simples das fazendas, nos ensinando a força que o trabalho tem e passando, como ensinamento, que o principal elemento da sua magia é a força e a vontade de conquistar, fazendo assim que consigamos uma vida melhor e farta.
Nos seus trabalhos usam de velas, pontos riscados e rezas para todos os fins.
Chamam a atenção para a inclusão de povos e grupos sociais excluídos, como é o caso do homem do campo.
Os Boiadeiros também tem um papel muito importante no equilíbrio psicoemocional dos participantes das reuniões espíritas, onde auxiliam no equilíbrio das emoções desgovernadas, muitas vezes reflexo das imperfeições e limitações ou dos ataques sofridos pelas obsessões, seja individualmente ou mesmo a grupos de médiuns onde o ataque visa o desequilíbrio de um centro. Daí dizermos que a Linha de Caboclos Boiadeiros têm como Vibração da Linha: Oxossi (Caboclo) polarizado com Yansã (equilíbrio das emoções).
Nos resgates feitos nas esferas negativas os Boiadeiros tem papel importante na criação e sustentação juntos com os Exús nos campos de contenção energética, pois nestas regiões os grupos de resgate costumam ser atacados pelo astral inferior e o papel dos Boiadeiros é de suma importância no mesmo.
Sua maior finalidade não é a consulta como os Preto-Velhos ou os Caboclos Índios, mas os Passes e Descarregos, embora possam fazê-lo quando necessário e determinado.
Quando bradam alto e rápido, com tom de ordem, estão na verdade ordenando a espíritos e energias densas que entraram no local a se retirar, assim “limpam” o ambiente para que a prática da caridade continue sem alterações, já que a presença dessas energias muitas vezes interferem trabalhos de aconselhamento.
Esses espíritos atendem a Boiadeiros pela demonstração de coragem que os mesmos lhes passam e são levados por eles para locais próprios de doutrina.
Têm suas vibrações individuais, mas não mudam sua finalidade de trabalho e são muito parecidos na sua forma de incorporar e falar, ou seja, a energia emanada pelo Orixá de sua vibratória é apenas um critério interno e obrigatório dentro do próprio trabalho espiritual.
Dentro dessa linha a diversidade de apresentação fluídica na forma varia entre os Boiadeiros. Existem Boiadeiros mais velhos, outros mais novos, e costumam dizer que pertencem a locais diferentes, como regiões por exemplo: Nordeste, Sul, Centro-Oeste, etc…
Nas incorporações o corpo começa a estremecer, o coração bate mais forte e a força, a coragem, a determinação, a sabedoria, a seriedade e a alegria tomam conta do mental e do emocional do médium que rapidamente gira, começando a dançar e a movimentar seu chicote e ao gritar: “Ô! Boi” demonstrando o vigor e a força do Boiadeiro, agora em terra. O plano astral inferior estremece, não se tem mais como escapar do laço do Boiadeiro que rapidamente envolve todos os seres negativos que perturbam o médium e a Casa Santa. Com amparo de Ogum, seu Orixá protetor, o boiadeiro encaminha todos esses malfeitores para o domínio da Lei, onde serão refreados e redirecionados com a grande oportunidade de Evolução, demonstrando um grande trabalho de caridade e principalmente de amor ao próximo.
Boiadeiro na Umbanda são entidades espirituais de homens que se ligam ao trabalho no campo, na rudeza da condução do gado, operam nos terreiros com seu laço e seu grito característico capturando espíritos decaídos e kiumbas que atormentam os consulentes, encaminhando-os para guias espirituais de socorro destes seres desencarnados.
São espíritos ligados à vida de vaqueiros, posseiros, capatazes, e espíritos afins. Sabem que a prática da caridade os levará a evolução, trabalham incorporados na Umbanda. Fazem parte da linha de Oxossi, como Caboclos que são, agindo em diferentes funções.
Formam uma linha de espíritos que assumem roupagem espiritual mas ligados à modernidade do que os caboclos índios que representam em suas manifestações os povos indígenas, portanto mais primitivos.
São seguros nas suas incorporações, com gestos velozes e pouco harmoniosos. Sua maior finalidade não é o aconselhamento, embora alguns o façam, e sim o “dispersar de energia” aderida a corpos, paredes e objetos. É de extrema importância essa função pois enquanto os outros guias podem se preocupar com o teor das aconselhamentos essa linha “sempre” atenta a qualquer alteração de energia local (entrada de espíritos).
Outra grande função de um boiadeiro é manter a disciplina das pessoas dentro de um terreiro, sejam elas médiuns da casa ou consulentes. Costumam proteger demais seus médiuns nas situações perigosas. “Gostar” para um boiadeiro, é ver no seu médium coragem, lealdade e honestidade, aí sim é considerado por ele “filho”. Pois ser filho de boiadeiro não é só tê-lo na coroa mediúnica.
Os Boiadeiros vêm dentro da Linha de Oxossi, dos Caboclos. Eles são entidades que representam a natureza desbravadora, romântica, simples e persistente do homem do sertão, “o caboclo sertanejo”, ou dos campos “caboclos dos pampas”. São os Vaqueiros, Boiadeiros, Laçadores, Peões, Tocadores de Viola. O mestiço Brasileiro, filho de branco com índio, índio com negro e assim vai.
Representam, misticamente, os que sofreram preconceitos, como os “sem raça”, sem definição de sua origem. Ganhando a terra do sertão ou os campos do sul com seu trabalho e luta, mas respeitando a natureza e aprendendo, um pouco com o índio: suas ervas, plantas e curas; e um pouco do negro: seus Orixás, mirongas e feitiços; e um pouco do branco: sua religião (posteriormente misturada com a do índio e a do negro, sincretismo) e sua língua, entre outras coisas.
Os Boiadeiros representam a própria essência da miscigenação do povo brasileiro: nossos costumes, crendices, superstições e fé.
No Terreiro os Boiadeiros vêm “incorporando em seus aparelhos” como estivessem laçando seu gado, dançando, bradando, enfim, criando seu ambiente de trabalho e vibração.
Com seus chicotes e laços vão quebrando as energias negativas e descarregando os médiuns, o terreiro e as pessoas da assistência.
Em grande parte, o trabalho dos Boiadeiros é no descarrego, no passe e no preparo dos médiuns.
Os Boiadeiros em seus trabalhos bebem vinho ou marafo (aguardente). Gostam de bebida forte como por exemplo cachaça com mel de abelha, que eles chamam de meladinha, mas também bebem vinho. Fumam cigarro, cigarro de palha e charutos.
Alguns usam chapéus de boiadeiro, laços, jalecos de couro, calças de bombachas, e tem alguns, que até tocam berrantes em seus trabalhos.
Nomes de alguns boiadeiros:
Boiadeiro da Jurema, Boiadeiro da Mina, Boiadeiro do Lajedo, Boiadeiro do Rio, Carreiro, Boiadeiro do Ingá, Boiadeiro Navizala, Boiadeiro de Imbaúba, João Boiadeiro, Boiadeiro Chapéu de Couro, Boiadeiro Juremá, Boiadeiro Menino, Zé Mineiro, Boiadeiro do Chapadão, etc …
Enfim isso é um pouco da ação destes irmãos da luz que constantemente se manifestam nos terreiros de Umbanda, nas casas espíritas e ainda nos dias de hoje são poucos compreendidos.
Salve todos os Boiadeiros! Ê boi...
Jêtruá, Boiadeiro!

Quero...

"Quero toda noite dormir junto sim, 
quero toda noite te reencontrar.
Quero toda noite o seu beijo sim,
quero toda noite, toda noite,
o teu corpo pra colar no meu..."
Só quero alguém para viver ao meu lado para sempre, com todos os momentos do dia a dia. Quero alguém que saiba cuidar do meu coração.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012


Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de se decepcionar é grande.
As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as delas.
Temos que nos bastar, nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.
As pessoas não se precisam, elas se completam, não por serem metades, mas por serem inteiras dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.
Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você.
O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!
(Mário Quintana)

Amor

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Hino da Umbanda

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Aprender

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S de ...

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